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O Povo
04/12/2015
Caminhada pelo Fim da Violência Contra a Mulher


O Conselho Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres de Botucatu, com parceria da Secretaria Municipal de Políticas de Inclusão, promove neste sábado (5) uma caminhada na Rua Amando de Barros que faz parte de programação dos “16 Dias de Ativismo ao Dia Internacional Pelo Fim da Violência Contra a Mulher” [25 de novembro], uma iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU). O ato está marcado para ter início às 9 horas, com concentração em frente à Praça Emílio Pedutti [Bosque]. Ele seguirá até a Praça Coronel Moura [Paratodos].
 
As atividades dentro dos 16 dias de ativismo em Botucatu já incluíram uma apresentação teatral no Serviço de Atenção e Referência em Álcool e Droga (Sarad) de Botucatu. No Creas (Centro de Referência Especializado de Assistência Social) e Cras (Centro de Referência de Assistência Social do Município) do Município, continua até o dia 10 deste mês a exposição "Por trás do Silêncio", no qual busca sensibilizar as mulheres para que busquem ajuda e denuncie possíveis atos de violência. Na próxima segunda-feira (7) também está previsto o uso da Tribuna Livre na Câmara Municipal para que o tema seja exposto e debatido publicamente.
 
“Só Botucatu, segundo dados da própria policia, chega a registrar em média 40 boletins de ocorrência de violência contra mulheres. Percebemos que esses atos de violência acontecem na maioria das vezes no fim de semana ou após jogos de futebol e também estão relacionados ao uso de bebida alcoólica e drogas”, informa a presidente do Conselho das Mulheres, Isabel Rossi Conte.
 
“Nos últimos anos têm crescido o número de casos em todo o País também porque as mulheres estão denunciando mais. Hoje, aquele jargão que ‘em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher’ já não pode mais ser seguido tão a risca. Tem que meter a colher sim. Lembrando que não podemos apenas levar em conta a violência física contra a mulher, mas também a violência psicológica ou mesmo o assédio moral no trabalho”, complementa a presidente do conselho.
 
“Esta caminhada denuncia um padrão de comportamento que a sociedade não tolera mais. São casos repetidos de violência contra as mulheres que, em sua grande maioria, tem como alvo esposas ou namoradas. As pesquisas revelam que cerca de 80% dos casos consumados de violência contra a mulher ocorrem por ação do próprio companheiro e dentro da própria casa. Infelizmente, esta realidade, que durante muitos anos esteve velada, mas hoje sofre um sério combate da população. Uma luta que busca efetivamente uma alteração neste padrão de comportamento machista que, conforme os dados revelam, ainda estão muito presentes em uma parcela da população”, afirma o secretário municipal de Políticas de Inclusão, Paulo Malagutte.
 
Lei Maria da Penha e Disque-Denuncia
No Brasil, a Lei Maria da Penha, sancionada em 2006, tem garantido maior assistência às mulheres vítimas de violência. Ela aperfeiçoou o atendimento da Justiça e criou regras mais rígidas de punição ao agressor. Hoje, qualquer pessoa pode ligar gratuitamente ao telefone 180 (Disque-Denuncia). 
 
De acordo com a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM), a Central de Atendimento à Mulher recebeu no primeiro semestre deste ano uma média de 179 relatos de agressão por dia pelo telefone 180, com um total de mais de 32 mil ligações sobre violência contra a mulher.
 
Nem sempre as ligações para o 180 são para relatar casos de violência. Às vezes a chamada pode ser para procurar instruções sobre serviços, como a forma de registrar um Boletim de Ocorrência (B.O.), divórcio, ou explicações sobre a Lei Maria da Penha. Mesmo nesses casos, as atendentes fazem a orientação e o encaminhamento.
 
 
Mulheres/ Assessoria PMB
 
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