Botucatu, quarta-feira, 28 de Outubro de 2020
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15/10/2020
Projeto da FCA/Unesp reconhecido como inovador no mercado de carbono


Amazon Investor Coalition destaca ações do Programa Brasil Mata Viva
 
 
 
O Programa Brasil Mata Viva (BMV) acaba de ser indicado pela Amazon Investor Coalition como uma forma inovadora de atualizar os mercados de carbono e apoiar os processos de avaliação de crédito florestal. O BMV promove parcerias em várias regiões do Brasil e do mundo em prol do desenvolvimento sustentável e envolve uma rede de empresas, produtores rurais e cientistas para viabilizar remuneração financeira pelo desenvolvimento de projetos de preservação e conservação ambiental. Desde 2011, a Unesp, por meio da Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA), câmpus de Botucatu, é a instituição coordenadora das atividades técnicas e científicas do Programa.
 
A Amazon Investor Coalition é uma plataforma global que integra a Rede de Filantropia de Governança Global (GGPN). Seu objetivo é promover o desenvolvimento econômico favorável à floresta, facilitando parcerias entre investidores, entidades filantrópicas, ONGs e governos com partes interessadas locais da região amazônica. Lançada em setembro de 2020, no Fórum de Governança Global em comemoração aos 75 anos da Organização das Nações Unidas (ONU), ela busca facilitar as conexões entre os grupos para que, trabalhando integrados, consigam garantir que a floresta tenha mais valor viva e em pé do que cortada e queimada.
 
O Programa Brasil Mata Viva e o Programa Tesouro Verde implantado no Estado do Amapá foram reconhecidos pela Coalition como parte do “Mercado de Carbono e Inovação em Pagamentos de Serviços Ecossistêmicos”, com destaque para o BMV Standard, padrão de caracterização de créditos do Programa Brasil Mata Viva que preconiza a geração das Unidades de Créditos de Sustentabilidade (UCS BMV), ativos transferíveis, transacionáveis nos mercados de créditos voluntários de sustentabilidade e de reduções de emissões dos gases causadores de efeito estufa, a partir de indicadores ambientais, sociais e econômicos em regiões de florestas.
 
O BMV Standard nasceu da união dos conceitos de preservação das florestas e biodiversidade, valorização da cultura e desenvolvimento sustentável. Seu objetivo é sistematizar a atuação de todos os parceiros produtores rurais, considerando como elementos fundamentais: evitar as emissões nas fronteiras do projeto, manter a biodiversidade e a capacidade dos biomas de prestação dos serviços ambientais e promover a melhoria da qualidade de vida dos habitantes das regiões de floresta. Para tal objetivo que o BMV Standad lançou no mercado as UCSCriando uma nova categoria no mercado: UCS, como meio de pagamento de serviços ecossistêmicos prestados, e o Tesouro Verde, uma plataforma de certificação que qualifica atividades nas práticas de sustentabilidade ambiental.
 
“A participação da Unesp no Programa Brasil Mata Viva BMV consiste em aferir e validar a metodologia e os inventários de carbono nos sistemas agroflorestais”, comenta o professor Iraê Amaral Guerrini, coordenador do Programa Brasil Mata Viva pela Unesp, juntamente com o professor Carlos Alexandre Crusciol.“ A indicação do BMV por esta plataforma da ONU é um importante reconhecimento, pois nos dá grande visibilidade e divulga nosso programa para o mundo todo como um projeto inovador no mercado de carbono, por sua atuação nas áreas ambiental, social e econômica”.
 
Tesouro Verde em Rondônia e no Distrito Federal
 
O Governo do Amapá, parceiro do BMV por meio da instituição do Programa Tesouro Verde em 2018, apresentou, durante os dias 28 e 29 de setembro, o Programa para representantes do Governo do Estado de Rondônia. O intuito do encontro interestadual foi mostrar aos gestores rondonienses uma nova fonte de receita compensatória gerada a partir da preservação das florestas.
 
O Tesouro Verde possibilita a geração de Crédito de Floresta a partir da aplicação do BMV Standard, de natureza jurídica vinculados às riquezas florestais do Estado, e está alinhado com o Acordo de Paris e a Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU). A exemplo dos já conhecidos créditos de carbono, esses novos ativos ambientais poderão ser negociados no mercado financeiro.
 
“É importante discutir e apresentar soluções como essa voltadas para o desenvolvimento econômico da região Amazônica e aqui estamos apresentando o que já avançamos dentro do Tesouro Verde, para que Rondônia possa também usar os seus recursos ambientais. Esta é uma agenda mundial amparada no Acordo de Paris e cria a oportunidade de reposicionamento da Amazônia neste mercado”, enfatizou o secretário de Planejamento do Amapá, Eduardo Tavares, em entrevista ao Diário do Amapá.
 
Para o superintendente estadual de Desenvolvimento Econômico e Infraestrutura (SEDI) de Rondônia, Sérgio Gonçalves, o Estado apresenta todos os cenários para implantar o programa. “Temos mercado, demandas, ofertas e recursos em abundância que ainda estão inexplorados e, nossa ideia é usar o que temos para gerar riquezas a partir desses recursos naturais. Por isso, estamos aqui no Amapá para conhecer essa experiência já bem sucedida para, então, traçarmos os nossos passos”.
 
Na Câmara dos Deputados do Distrito Federal, foi apresentado um projeto de lei para a implantação do Programa Tesouro Verde. Inspirado em iniciativas já implementadas em Estados como Amapá, Piauí e Goiás, o PL 1460/2020 estimula produtores rurais e o poder público a preservarem o Cerrado, a vegetação nativa do DF, por meio de recompensas financeiras.
 
Tido como "a savana mais rica do mundo", o Cerrado é o segundo maior bioma brasileiro, perdendo apenas para a Floresta Amazônica, e é um dos que mais sofre com as queimadas e a ocupação humana, principalmente por conta da exploração agrícola.
 
Conecta Sebrae
 
As atividades e os benefícios do BMV e do Programa Tesouro Verde foram apresentados ao público do Conecta Sebrae Agrolab Amazônia, a maior feira totalmente virtual dedicada ao Agronegócio da Amazônia Legal.
 
No evento, realizado de 22 a 24 de setembro, o painel Ativos Ambientais para o Agronegócio teve a participação de Eduardo Tavares, secretário de Planejamento do Amapá e coordenador do Programa Tesouro Verde, e de Mauro Romani, COO (Chief Operating Officer) do BMV, serviço que permite a compensação das emissões de gases de efeito estufa (GEE) – também chamados de CO2 equivalente - por meio da compra de Crédito de Floresta padrão BMV, que apoia mais de duas centenas de propriedades rurais certificadas na Amazônia Legal por possuírem áreas de floresta e matas nativas, com o objetivo de mantê-las protegidas. 
 
Confira a íntegra do painel em:
 
 
Saiba mais sobre o Brasil Mata Viva
 

Da Assessoria (FCA)



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